DEM avança em Mato Grosso do Sul e aumenta 11 prefeituras, MDB perde 10 fica mais fraco

DEM avança em Mato Grosso do Sul e aumenta 11 prefeituras, MDB perde 10 fica mais fraco

17 de novembro de 2020 0 Por MinutoMS

Apesar de não ser o partido com o maior número de prefeituras de Mato Grosso do Sul, o DEM sai destas eleições municipais como o grande vencedor da disputa nas urnas. A legenda deu um salto de três prefeitos eleitos nas últimas eleições para 14 prefeitos eleitos no pleito deste ano.  

Por outro lado, o MDB, que governou Mato Grosso do Sul por oito anos, com André Puccinelli, nas duas últimas décadas, perdeu 10 prefeituras em relação à eleição de 2016, quando conquistou 17, e agora vai governar sete municípios.  

O partido com mais prefeituras continua sendo o PSDB, que ganhou mais uma prefeitura em relação a 2016. Nas eleições passadas, os tucanos, que governam Mato Grosso do Sul, elegeram 36 prefeitos e agora elegeram 37.  

Dois dos maiores vitoriosos nas eleições, DEM e PSDB, estiveram juntos em algumas cidades, como em Dourados, apoiando o deputado estadual Barbosinha, que foi surpreendentemente derrotado por Alan Guedes, mas também foram adversários, como em Jardim, aonde Dra. Clediane (DEM) se elegeu prefeita ao superar Guilherme Monteiro (PSDB), filho do conselheiro do Tribunal de Contas de MS, ex-secretário de Fazenda e ex-deputado federal, Márcio Monteiro.  

Já o MDB, que viu seus prefeitos eleitos caírem de 17 para sete nestas eleições, não comandará cidades consideradas de grande porte. Exemplos de disputas em que o partido, formado, sobretudo, de antigos caciques, saiu vencedor com o PSDB. Caso do ex-deputado estadual Akira Otsubo, que se elegeu em Bataguassu ao bater o tucano Dennis Thomazini em uma eleição acirradíssima.  

Apesar de perder dez prefeituras, o MDB ainda é o terceiro partido com mais municípios no Estado, estando atrás somente de PSDB e DEM.  

Ainda há quatro municípios em que as eleições não foram definidas, porque os prefeitos eleitos tiveram seus registros de candidatura indeferidos pela Justiça Eleitoral e ainda recorrem das impugnações. Se eles forem confirmados, o MDB ganharia mais dois prefeitos, em Sidrolândia (Daltro Fiuza) e em Paranhos (Heliomar Klabunde), o PDT mais um em Angélica (Cassuci) e DEM em Bandeirantes (Álvaro Urt).  

POTENCIAL ELEITORAL

Como há diferença de população e de número de eleitores entre as cidades, o resultado das eleições não se resume somente ao total de prefeituras que serão governadas e, neste quesito, o PSD, do prefeito reeleito de Campo Grande, Marcos Trad, se destaca.  

O partido comandado pelo senador Nelson Trad Filho elegeu quatro prefeitos no Estado e vai governar, a partir do ano que vem, 33,74% da população de Mato Grosso do Sul, porcentual ligeiramente maior que os 33,16% que serão governados pelos 37 prefeitos eleitos do PSDB.  

Neste quesito, o PP, que elegeu Alan Guedes em Dourados e mais dois prefeitos, governará 9,35% da população do Estado, mais que os 14 municípios que terão prefeitos do DEM, que governará 8,26% da população.  

A eleição também proporcionou novidades, como em Ribas do Rio Pardo, onde o PSOL governará uma cidade em Mato Grosso do Sul pela primeira vez. João Alfredo, será o prefeito da cidade. 

VOTOS RECEBIDOS

Em termos de votos em geral recebidos nesta eleição, o PSDB também é o grande vitorioso. O partido recebeu 340.211 votos nestas eleições.

O segundo partido mais votado (entre candidatos vitoriosos e derrotados) foi o PSD, com 267.800 votos, 218.418 em Campo Grande.  

O MDB recebeu 146.673 votos; o DEM, 122.143; o PSL, 73.956; PP, 66.362; PT, 59.524; e Avante, 56.9747 votos. PSL, PT e Avante, apesar da boa votação, não conseguiram eleger nenhum prefeito no Estado.  

ESTRATÉGIA

Ontem, o PSDB, partido que continua no controle de mais prefeituras em Mato Grosso do Sul e que mais recebeu votos nesta disputa, já começou a falar de planos para 2022. Parte dos 340,2 mil votos (é importante ressaltar que o partido não lançou candidato em Campo Grande, apoiou o prefeito reeleito Marcos Trad, do PSD) poderão potencializar uma eventual candidatura do secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, ao governo.  

“Nós já trabalhamos com o nome do Riedel. Nessa campanha, ele percorreu mais de 70 municípios em todo o Estado e conhece a situação e a necessidade de cada um deles. Além disso, dentro do Governo é a pessoa que viabiliza projetos e convênios para fomentar investimentos em Mato Grosso do Sul. Portanto, conhece a máquina pública como ninguém e, por esse motivo, já trabalhamos ele como o nosso pré-candidato em 2022. Porém, essa opção será articulada dentro do nosso partido, para depois batermos o martelo”, explicou Sérgio de Paula, presidente estadual do PSDB. (Colaborou Flávio Veras)

Crédito: Correio do Estado/ Foto: Correio do Estado