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Senado começa debate sobre escala 6×1 e acende alerta no varejo sobre a conta que pode chegar para o lojista

FCDL-MS diz que o custo da jornada menor chega ao preço, ao emprego e ao bolso do trabalhador

06/10/2026 às 19h40
Por: Redação Fonte: Assessoria
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Foto: Divulgação
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A CCJ aprovou a matéria em setembro, com relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM). O primeiro signatário é o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). Antes do primeiro turno, são cinco sessões de debate no Plenário. Se houver aprovação, o texto segue para o segundo turno, com mais três sessões. Os prazos podem ser reduzidos se os senadores aprovarem um calendário especial.

A CCJ rejeitou as 36 emendas apresentadas. Segundo o relator, qualquer mudança exigiria nova análise da Câmara dos Deputados.

A presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, afirma que a federação já se manifestava sobre o tema nos últimos meses e vê a medida como nociva ao setor produtivo. Para ela, a redução da jornada eleva o custo das empresas, e a conta chega ao consumidor e ao próprio trabalhador. "Esse custo inevitavelmente chega ao consumidor", afirma.

Na avaliação da federação, a proposta pode pressionar preços, dificultar novas contratações e acelerar a automação em diversos segmentos. "Esse mesmo trabalhador será penalizado com aumento de preços e inflação mais alta", diz Inês Santiago.

A FCDL-MS defende que o debate sobre qualidade de vida e valorização do trabalhador venha acompanhado de medidas para reduzir a carga tributária. "Esse não é o momento em que o Brasil precisa reduzir jornada", avalia a presidente, que cobra políticas estruturantes para manter a produção dentro do país.

Para Inês Santiago, a discussão sobre emprego e renda passa pelo ambiente econômico das empresas. "A carga tributária tem empurrado o setor produtivo para fora do Brasil e é ela que, na verdade, prejudica o trabalhador."

A federação defende equilíbrio entre a proteção ao trabalhador e a capacidade das empresas de manter empregos e investir. "Se queremos qualidade de vida de verdade, precisamos discutir a carga tributária sobre a geração de empregos e sobre o salário do trabalhador", conclui.

Até a conclusão do processo legislativo, seguem em vigor as regras atuais de jornada previstas na legislação brasileira.

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